Acidentes Aéreos

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Da mesma forma que com os acidentes ferroviários, não é possível estabelecer com precisão o aumento, em termos relativos, do número de acidentes aéreos e a quantidade de mortes.

Uma estatística feita nos Estados Unidos abrangendo a década de 80 mostra, inclusive, que haveria uma tendência de queda no número de mortes por ano quando se leva em conta a quantidade de passageiros embarcados e as milhas percorridas.Assim, por exemplo, as 809 pessoas que morreram em acidentes aéreos em todo o mundo em 1983 correspondem a uma taxa de 0,13 mortes por 100 milhões de "passageiros-milhas". Já as 817 mortes em acidentes aéreos de 1989 correspondem a uma taxa menor, de 0,08 mortes por 100 milhões de passageiros-milhas. Em outras palavras, como houve mais vôos, com mais passageiros embarcados em 1989 do que em 1983, a taxa relativa do número de mortes em acidentes caiu quase pela metade em 1989, apesar de terem morrido mais pessoas em acidentes no ano de 1989 do que em 1983.Esses números indicam que o transporte aéreo é extremamente seguro, pois, em termos relativos, morrem muito menos pessoas em desastres de avião do que em qualquer outro tipo de acidente. Em outras palavras, pode-se afirmar que a probabilidade de se morrer num acidente de avião é muito menor do que em outros meios de transportes. Há uma estimativa que diz ser essa probabilidade de uma em 1,6 milhão.No entanto, o carma não se rege por estatísticas ou probabilidades. Se está determinado que uma pessoa sofra um acidente violento, isso acontecerá infalivelmente. Por exemplo: a possibilidade de um raio atingir diretamente uma pessoa é muito pequena, insignificante mesmo. Qual seria então a probabilidade de um raio atingir a mesma pessoa duas vezes? Ínfima? Desprezível? Um major inglês foi atingido por raios em três ocasiões entre os anos de 1918 e 1924. Na primeira vez ele ficou paralítico da cintura para baixo; na segunda todo o lado direito do seu corpo ficou paralisado; na terceira vez o seu lado esquerdo foi atingido, de modo que ficou totalmente paralítico… Entre os anos de 1942 e 1977, um guarda-florestal americano foi atingido por raios nada menos que sete vezes...

O pior acidente aéreo já ocorrido no Brasil, a queda de um jato sobre a cidade de São Paulo em novembro de 1996, que matou 99 pessoas entre passageiros, tripulantes e moradores das casas atingidas, teve como causa o acionamento indevido de um pequeno componente eletromecânico (relé), que fez atuar indevidamente na decolagem o reverso da turbina, equipamento utilizado para frear o avião durante o pouso. Segundo o fabricante do aparelho, a probabilidade de ocorrer uma falha deste tipo era considerada nula…

Nada, absolutamente nada pode atingir um ser humano, maléfica ou beneficamente, se ele mesmo não tiver dado motivo para isso. O carma não está submetido à lei das probabilidades.

Os acidentes aéreos são, por sua própria natureza, sempre muito graves. São muito comuns os casos em que não há nenhum sobrevivente. Por isso, as pessoas que morrem conjuntamente num acidente aéreo freqüentemente estão ligadas entre si por fios de culpa, de uma mesma culpa, que fez então com que elas se encontrassem todas ali ao mesmo tempo. O aparelho sinistrado traz o retorno, terrenamente visível, desse carma comum.

Já uma pessoa que não anda de avião, por medo de sofrer um acidente, tampouco escapará de uma morte violenta se isto estiver previsto para ela, ou, melhor dito, se ela teceu esse desfecho terreno para si. Um atropelamento, uma queda, ou qualquer outro tipo de acidente podem formar as circunstâncias de uma morte violenta, correspondendo exatamente ao efeito recíproco do carma. Há também vários casos de pessoas que foram atingidas em terra e morreram em virtude da queda de um avião. O pior acidente da história da aviação, aliás, aconteceu no solo, no choque de dois aviões na pista (veja detalhes mais adiante).

Como já foi dito, na análise dessas tragédias devemos ter sempre em mente que jamais pode ocorrer uma injustiça agora, na época do Juízo Final, em que os ciclos de todo o atuar de milênios passados se fecham, retornando ao ponto de partida. Não há acasos, nem mesmo nas situações em que a causa externa esteja exatamente identificada.

Por isso podemos afirmar, sem medo de errar, que num acidente como o que ocorreu em Lockerbie, na Escócia, nenhuma das 259 pessoas que morreram a bordo e as outras 11 que morreram em terra eram inocentes. A bomba terrorista que fez com que o avião explodisse sobre a cidade foi o instrumento que trouxe o retorno do carma daquelas pessoas, na forma que elas mesmas formaram para si, o que, evidentemente, não exime de culpa os terroristas responsáveis pela tragédia.

A Lei da Reciprocidade é inflexível, incorruptível e infalível. Ela traz a cada um justiça em precisão milimétrica. Se os seres humanos não conseguem, não podem ou não querem reconhecer isso, o fato em si permanece inalterado. A opinião favorável ou desfavorável deles não têm a menor influência nem a mínima importância nos efeitos da Justiça divina.

Por isso, é igualmente errado falar também em acaso ou golpe de sorte quando alguém, por um motivo qualquer, deixa de tomar um avião que acaba se acidentando. Nessas situações poder-se-ia falar em proteção atuante. Essa proteção, porém, atua nesses casos justamente porque tal pessoa não tinha o carma para sofrer um acidente violento. Casos como esses há inúmeros. Em julho de 1996, um italiano embarcou por engano num vôo da TWA para Roma; ele deveria ter tomado um outro avião da mesma empresa com destino à Paris, que acabou explodindo sobre o mar sem deixar sobreviventes. Seis meses antes, um avião vindo dos Estados Unidos caiu na Colômbia e matou 264 pessoas. Um grupo de passageiros se atrasou por causa de uma tempestade de neve em Nova York e acabou não embarcando. Uma jovem, comovida, afirmava que todos eles "haviam nascido de novo". Outros dois passageiros colombianos, atônitos, diziam: "Temos de agradecer a Deus, que nos deu uma nova vida!"

Sim, eles podem agradecer! Agradecer ao Criador de todas as coisas, que pela atuação automática de Suas Leis perfeitas não permite a ocorrência da mínima injustiça na Criação!

Se em termos relativos o número de acidentes aéreos e o de vítimas fatais apresenta tendência de queda, em termos absolutos a história é outra. Nas décadas de 40, 50 e 60 registrou-se um total de 25 grandes acidentes aéreos em todo o mundo; já nas décadas de 70, 80 e 90 (até 1996) houve nada menos que 81 grandes acidentes aéreos1.

A média de acidentes aéreos com mortos durante a década de 80 foi de 22 acidentes por ano. No ano de 1990 houve exatamente 22 acidentes aéreos com vítimas fatais; em 1991 houve 25 acidentes, número que se repetiu em 1992; em 1993 houve 31 acidentes aéreos. Essa progressão indica que a média dos anos 90 será bem maior que a da década de 80. No Brasil, o número de acidentes com aparelhos de pequeno porte cresceu 31,25% no ano de 1995 em relação a 1994.

Além da maior quantidade de acidentes aéreos, a gravidade deles também chama a atenção. Em 1995, por exemplo, ocorreu "o pior acidente aéreo da história de Camarões" e "a pior tragédia da história da Colômbia", conforme notícias veiculadas pelos jornais. Em 1996 tivemos "o segundo pior acidente aéreo do Brasil em número de mortes", "o pior acidente da história da aviação peruana", e "a pior colisão em pleno ar da história da aviação", quando dois aviões se chocaram na Índia a mais de 400 metros de altura, matando 349 pessoas. Em 1997 aconteceu "o pior acidente da aviação argentina".

Em alguns acidentes aéreos também é possível reconhecer claramente a ocorrência de circunstâncias específicas, formadas em decorrência da Lei da Reciprocidade:

Centenas de pessoas morrem a cada ano em todo o mundo, vítimas de acidentes aéreos. Independentemente de estatísticas, todos os anos centenas de pessoas vão de encontro ao seu destino na forma de acidentes com aviões. Esses destinos trágicos foram, todavia, tecidos por elas mesmas… Enquanto ainda estiverem se fechando os ciclos de vida de cada um, continuarão a ocorrer acidentes aéreos com mortos e feridos em todo o mundo. Nada do que for empreendido pelo raciocínio humano, nenhum avanço tecnológico é capaz de sobrepujar o efeito de um carma em andamento.

Somente o esforço em ascender espiritualmente, a inabalável vontade para o bem, pode alterar o destino de um ser humano.

Nota de Texto

1. Dados extraídos do World Almanac - 1997. voltar